Viagens Mil

Quero correr mundo afora e quero que você venha comigo

11/9/06

Combinaçâo perfeita:baile, mosquito e lua

Num bate papo em São Jorge ficou combinado com os amigos que a próxima viagem seria para Pires do Rio. Pires do Rio fica em Goiás, próximo à Caldas Novas e Goiânia. Lá moram os familiares do nosso amigo Luiz.

O motivo principal foi o baile do Havaí. Isso mesmo, baile do Havaí em Pires do Rio! Preparamos nossas roupas floridas e lá fomos nós.

Saímos de Brasília à noite, na última sexta. Foi a estréia da amiga Cláudia em nossas excursões. Tê-la conosco só agregou valor ao nosso passeio.

A lua cheia foi nossa companheira durante o percurso. Iluminou o caminho. Diante daquele cenário maravilhoso, prosseguíamos ouvindo alguns sucessos da década de 60.

Chegamos em Pires do Rio por volta das 21h00 e fomos recebidos pela Maria Cecília. Maria Cecília é daquelas crianças que marcam pela sua gentileza e curiosidade.

Conhecemos o delicioso bolinho de jiló do Pingão, um bar que fica no posto de gasolina e que os donos são dentistas durante o dia. Além do bolinho, a cerveja é bem gelada. No sábado, aumentamos mais uns quilinhos com a feijoada caprichada da Vanessa e no domingo fomos para Santa Cruz, almoçar na casa do Sr. Miro, com direito a um visual que só em cartão postal tem igual. Tudo cinco estrelas.

A hora do mico não faltou. Fui a personagem principal. Pude conhecer o poder que um pequeno mosquito pode ter. O bichinho quase invisível, não teve dúvida quanto ao alvo. A princípio, senti apenas uma dormência nas orelhas mas ao entrar no carro o mal estar começou. Acabei no posto de saúde. Fiquei impressionada com a rapidez da atendente em identificar que se tratava de mordida de mosquito. Tudo passou. Foi só o susto.

Nossa ida ao baile não foi prejudicada. O baile, motivo principal da festa, foi realmente um evento. Apesar do frio, as pessoas não se intimidaram. Gente animada! O campari foi a bebida eleita. Só trouxe alegria e muitos brindes. Dançamos até Axé!

Enfim, venci o mosquito. Falaram que sou urbana… Mas aprendi a lição. Da próxima vez, anti- alérgico neles.

criado por marquesvale    15:25 — Arquivado em: Sem categoria

Quando é hora de arrumar a mala

 

Não importa a duração da viagem. A sensação sempre é a mesma. Será que coloquei tudo o que preciso? Fará frio ou calor? Levo o básico? E se surgir um convite para ir a uma daquelas festas imperdíveis?

Fico perdida nesses questionamentos mas o que pesa no final é o tamanho da bagagem. Quando o transporte é terrestre, então… o peso é uma questão importante para ser analisado.

Diante desse cenário, acabo optando por levar somente o necessário que para mim é sempre menos do que preciso.

Lembro de quando fui para Inglaterra, fazer um curso de inglês. O plano era ficar um mês na cidade de Bournemouth e depois viajar de trem pelo velho continente.

Preparar a mala foi um verdadeiro tormento. Afinal os climas variavam de país para país. Inglaterra com chuva, nuvens pesadas, vento frio, já em Paris muito calor e que calor!

A mala foi cheia: casacos, meias, luvas, gorros e pijamas de flanela. Quanta coisa para colocar naquele espaço que não correspondia ao tamanho da minha ansiedade.

Empurra de um lado, aperta de outro, fechei a mala e segui o meu caminho. No princípio tudo maravilhoso. No aeroporto de Heathrow em Londres, logo que cheguei, localizei o motorista que me levaria à Bournemouth. Não precisei fazer força, o tempo era de curtir aquela viagem e admirar as novidades que surgiam a cada instante.

Aquela quantidade de roupas de frio foi apropriada, não precisava perder tempo nas filas nas lojas de laundry service…

Só que o tempo na Inglaterra acabou e era época de seguir em frente. Paris era a próxima parada.

Paris 40 graus, albergue, várias pessoas dividindo o mesmo quarto. Ao mesmo tempo em que olhava para aquela bagagem, pensava em todo o percurso que teria pela frente.

Surge então a solução, simples, sem censura: abandonar todas aquelas roupas de frio, sapatos, botas e levar apenas o necessário. A partir daquele momento, tudo ficou mais fácil.

Às vezes precisamos nos desapegar. Descartar aquilo que pesa e que nos incomoda, para seguir mais leve o nosso caminho.

A sensação é de liberdade. É como se tivéssemos asas para voar alto e sem compromisso.

criado por marquesvale    13:52 — Arquivado em: Sem categoria

5/9/06

Pequenas viagens

Um final de semana em Teresópolis, um feriado em Nogueira ou em Arraial. O motivo maior: reunir os amigos.

No Rio, era fácil mudar de ares. Em menos de duas horas, estávamos na serra ou na praia.

Sem luxo e com muita disposição, íamos de ônibus ou de carro em busca de novas paisagens.

Todos equipados com o seu lençol, toalha e algo para comer. As tarefas eram divididas. Um cozinhava, outro lavava, e tudo se transformava numa grande farra.

Quando cheguei a Brasília, escutei alguns comentários sobre a dificuldade de realizar pequenas viagens. “Brasília é longe de tudo”, “Brasília é central, não tem o que fazer…”.

Aos poucos comecei a descobrir lugares especiais próximos à capital. Pirenópolis, Goiás Velho, São Jorge, Goiânia, cidades que encantam não apenas pelas belas paisagens que oferecem, mas também pela hospitalidade de sua gente.

No próximo final de semana, lá vamos nós para Pires do Rio, interior de Goiás.

Com certeza mais um lugar para incluirmos no diário de viagem.

criado por marquesvale    19:23 — Arquivado em: Sem categoria
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