Viagens Mil

Quero correr mundo afora e quero que você venha comigo

11/9/06

Quando é hora de arrumar a mala

 

Não importa a duração da viagem. A sensação sempre é a mesma. Será que coloquei tudo o que preciso? Fará frio ou calor? Levo o básico? E se surgir um convite para ir a uma daquelas festas imperdíveis?

Fico perdida nesses questionamentos mas o que pesa no final é o tamanho da bagagem. Quando o transporte é terrestre, então… o peso é uma questão importante para ser analisado.

Diante desse cenário, acabo optando por levar somente o necessário que para mim é sempre menos do que preciso.

Lembro de quando fui para Inglaterra, fazer um curso de inglês. O plano era ficar um mês na cidade de Bournemouth e depois viajar de trem pelo velho continente.

Preparar a mala foi um verdadeiro tormento. Afinal os climas variavam de país para país. Inglaterra com chuva, nuvens pesadas, vento frio, já em Paris muito calor e que calor!

A mala foi cheia: casacos, meias, luvas, gorros e pijamas de flanela. Quanta coisa para colocar naquele espaço que não correspondia ao tamanho da minha ansiedade.

Empurra de um lado, aperta de outro, fechei a mala e segui o meu caminho. No princípio tudo maravilhoso. No aeroporto de Heathrow em Londres, logo que cheguei, localizei o motorista que me levaria à Bournemouth. Não precisei fazer força, o tempo era de curtir aquela viagem e admirar as novidades que surgiam a cada instante.

Aquela quantidade de roupas de frio foi apropriada, não precisava perder tempo nas filas nas lojas de laundry service…

Só que o tempo na Inglaterra acabou e era época de seguir em frente. Paris era a próxima parada.

Paris 40 graus, albergue, várias pessoas dividindo o mesmo quarto. Ao mesmo tempo em que olhava para aquela bagagem, pensava em todo o percurso que teria pela frente.

Surge então a solução, simples, sem censura: abandonar todas aquelas roupas de frio, sapatos, botas e levar apenas o necessário. A partir daquele momento, tudo ficou mais fácil.

Às vezes precisamos nos desapegar. Descartar aquilo que pesa e que nos incomoda, para seguir mais leve o nosso caminho.

A sensação é de liberdade. É como se tivéssemos asas para voar alto e sem compromisso.

criado por marquesvale    13:52 — Arquivado em: Sem categoria

2 Comentários »

  1. Comentário por maria — 10 de novembro de 2006 @ 21:43

    Marcinha, sabe que não me lembrava dessa história. E aí lendo me lembrei de vc contando suas aventuras no velho mundo. Depois lendo sobre sua vida nômade com seus pais percebi o motivo desse gosto especial por viagens (sou muito lenta!). Vc não pode ficar parada mesmo! Tomara que comecem muitas obras em Brasília, que quebrem as ruas, transformem as calçadas… quem sabe vc volta? Este seu blog vai desembocar em um belo livro…bjk.M

  2. Comentário por Lusimar — 16 de novembro de 2006 @ 9:48

    Marçoca,
    só mesmo você para nos ensinar uma lição dessas!!!
    Claro! Fácil de entender!
    Para quem estava adquirindo, absorvendo, embevecendo-se de tantas e tão maravilhas “novidades”, que importância teriam aquelas bagagens que já lhe haviam servido?!
    Natural e compreensível a troca…
    beijos

Deixe um comentário

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://decarona.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.