Viagens Mil

Quero correr mundo afora e quero que você venha comigo

11/1/07

De volta a cidade de Tiradentes

Tem mais ou menos dois anos que estive em Tiradentes, Minas Gerais.

Combinamos de nos encontrar, eu e minha mãe com meu primo que havia ido de carro com a esposa, a filha, uma sobrinha, o irmão e minha tia.

Descemos no aeroporto de Confins em BH com a inteção de pegar um ônibus na rodoviária. Quando tomamos ciência da lojura do lugar, desistimos. Dois motivos fortes: preguiça e amor ao conforto.  Boas negociadoras…acabamos conseguindo que o taxista reduzisse o preço do percurso de R$450,00 para R$250,00. E lá fomos nós.

O que não imaginávamos era que a viagem seria tão longa. O motorista, Robert, a princípio muito compenetrado no seu ofício de motorista  ficava a vontade à medida que nos distanciávamos de Belo Horizonte. Tão a vontade que descobrimos que sua verdadeira profissão era a de garçon e que há pouco tempo estava na estrada. A intimidade mostrava o outro lado do mineirinho que não se conformava com a nossa opção de passar o feriado em uma cidade que, segundo ele, nem tinha poste. Questionou-nos várias vezes sobre o que iríamos fazer ali. Ele mesmo não conhecia a magia de Tiradentes. Enfim, levamos mais de cinco horas para chegar. Grande prejuízo para o nosso motorista-garçon.

Foi uma época muito especial, curtir Tiradentes com todas aquelas pessoas queridas.

Para esse ano a proposta para o carnaval é voltar lá. Começamos com as pesquisas sobre pousadas, valores, localização, com as decisões de como chegar, avião, carro, ônibus?! Uma discussão democrática por meio virtual.

Mas o certo é que iremos! Vamos conhecer o carnaval dos inconfidentes, respirar história, comemorar a vida saboreando aquela cerveja gelada acompanhada do torresminho e dos quitutes que só o povo mineiro sabe fazer.

criado por marquesvale    19:28 — Arquivado em: Sem categoria

4/1/07

Viagens de trem

Estações de trem são portos seguros onde podemos viver grandes histórias.

Durante o almoço, falávamos sobre viagens de trem. Um dos amigos contava sua experiência em uma viagem para São Paulo. Foi sua primeira viagem de trem. Ele nos falava da diversão que havia compartilhado com os amigos durante o percurso. Uma história como tantas outras que escutamos sobre viagens de trem.

Histórias de trem são especiais. São histórias de amizade, de encontros e desencontros, de alegrias e tristezas.

Viajei durante alguns meses pela Europa. Estava só e foram muitas as experiências. Conheci muita gente. Gente de diversas origens. Alguns que admiravam nosso País e outros que nem sabiam onde ficava nossa capital federal.

Naqueles dias vivi aventuras diversas que ficaram registradas na memória.

Que bom seria se todos pudessem viajar e conhecer o que esse nosso País oferece. Um país do tamanho do nosso merece ferrovias que possibilitem às pessoas se deslocarem, descobrirem o que temos aqui.

criado por marquesvale    15:30 — Arquivado em: Sem categoria

10/11/06

Programa legal: Livraria da Travessa

Numa dessas tardes de férias, fui encontrar com minha amiga Maria.
Cheguei atrasada pois almoçara na casa de outra amiga, a Graça, que preparou um almoço delicioso, bem ao estilo carioca. Graça mora em Vila Isabel e Maria em Ipanema. Dois bairros maravilhosos que fazem a história do Rio.
Apesar do tempo corrido, arriscamos e chegamos a tempo de ver o filme “A pequena Miss Sunshine”. Excelente filme.
Após a sessão, voltamos pela Visconde de Pirajá até chegarmos à livraria da Travessa. Uma livraria que parece mais uma biblioteca antiga. Fiquei perdida no meio de pilhas de livros, revistas, CDs, DVDs. Eram tantas opções. No andar de cima um café onde saboreei um dos melhores cachorros quentes da minha vida.
Fiquei orgulhosa da minha cidade. Como esta, muitas outras livrarias surgem no Rio. Livrarias que são mais que livrarias. São locais onde as pessoas se encontram, se distraem. Um programa legal a mais na cidade.
O dia foi especial, programações especiais que minhas amigas cariocas me proporcionaram.

criado por marquesvale    17:26 — Arquivado em: Sem categoria

9/11/06

CAMBOINHAS É ARTE

Vivi alguns momentos especiais nestes dias que estive no Rio.
Um deles foi nosso passeio à Camboinhas.

Apesar de ter vivido tantos anos ali perto, não conhecia o lugar.
Camboinhas fica em Niterói. Quem vive lá são pessoas privilegiadas.
Visitamos um casal muito especial, amigos do meu tio. Nos receberam com um sorriso no rosto e uma latinha de cerveja na mão. A medida que entrávamos na casa, eles explicavam o motivo de tantas obras de arte espalhadas. A casa não era apenas moradia mas também um ateliê aberto ao público. Um sonho de consumo: Os dois aposentados, cheios de saúde optaram por trocar o Rio por aquele lugar mágico.

Ela trabalha com mosaico, ele com cerâmica. Aproveitam a vida de um jeito muito especial. Os filhos e os netos vão visitá-los de vez em quando e vice-versa.

O melhor é poder fazer sua arte, não ter horários para cumprir e ter como compromisso: caminhar na beira da praia e admirar o mar e o visual de Camboinhas.

criado por marquesvale    17:56 — Arquivado em: Sem categoria

Eu, turista no Rio

Nasci no Rio mas não sou a legítima carioca da gema. Meus pais foram ainda muito novos morar na cidade maravilhosa, no bairro que naquela época não era tão famoso. Tiveram a oportunidade de viver uma época em que Ipanema era só felicidade. Um tempo em que a lagoa Rodrigo de Freitas tinha suas águas claras e limpas para alegria da criançada, que a rua Montenegro, hoje Vinícius de Moraes, era tranqüila e não oferecia perigo.

Cheguei a viver um pouco desse clima, os lanches de domingo no Chaika, as sessões Tom e Jerry exibidas no cinema Pax, a brincadeira na praça Nossa Sra. Da Paz sempre que voltava do colégio. O colégio Chapeuzinho Vermelho que hoje não existe mais.

Dessa época para cá, muitas idas e vindas. Morei em Goiânia, Recife, Curitiba, andei por diversas cidades deste Brasilsão. Este ano completei 10 anos que mudei para Brasília.

Quando deixei o Rio, estava aborrecida. A cidade estava toda em obras, o cenário era de um pós guerra. Tudo era chato. A praia era lotada, o sol era quente demais, o trânsito insuportável, os turistas, então… Não conseguia ver mais a beleza da minha cidade.

Nesses anos que estive fora, sempre que posso passo uns dias no Rio. Faz uma semana que voltei de lá. Ao comentar com uma amiga sobre esse período ter sido o melhor que passei por lá nestes últimos tempos, ela me disse que agora eu tenho olhos de turista. Acho que ela está com a razão.

O Rio voltou a ser lindo. Consigo ver nas pessoas e em cada canto da cidade um motivo para considerá-la maravilhosa.
Rio, como gosto de você!

criado por marquesvale    17:31 — Arquivado em: Sem categoria

11/9/06

Combinaçâo perfeita:baile, mosquito e lua

Num bate papo em São Jorge ficou combinado com os amigos que a próxima viagem seria para Pires do Rio. Pires do Rio fica em Goiás, próximo à Caldas Novas e Goiânia. Lá moram os familiares do nosso amigo Luiz.

O motivo principal foi o baile do Havaí. Isso mesmo, baile do Havaí em Pires do Rio! Preparamos nossas roupas floridas e lá fomos nós.

Saímos de Brasília à noite, na última sexta. Foi a estréia da amiga Cláudia em nossas excursões. Tê-la conosco só agregou valor ao nosso passeio.

A lua cheia foi nossa companheira durante o percurso. Iluminou o caminho. Diante daquele cenário maravilhoso, prosseguíamos ouvindo alguns sucessos da década de 60.

Chegamos em Pires do Rio por volta das 21h00 e fomos recebidos pela Maria Cecília. Maria Cecília é daquelas crianças que marcam pela sua gentileza e curiosidade.

Conhecemos o delicioso bolinho de jiló do Pingão, um bar que fica no posto de gasolina e que os donos são dentistas durante o dia. Além do bolinho, a cerveja é bem gelada. No sábado, aumentamos mais uns quilinhos com a feijoada caprichada da Vanessa e no domingo fomos para Santa Cruz, almoçar na casa do Sr. Miro, com direito a um visual que só em cartão postal tem igual. Tudo cinco estrelas.

A hora do mico não faltou. Fui a personagem principal. Pude conhecer o poder que um pequeno mosquito pode ter. O bichinho quase invisível, não teve dúvida quanto ao alvo. A princípio, senti apenas uma dormência nas orelhas mas ao entrar no carro o mal estar começou. Acabei no posto de saúde. Fiquei impressionada com a rapidez da atendente em identificar que se tratava de mordida de mosquito. Tudo passou. Foi só o susto.

Nossa ida ao baile não foi prejudicada. O baile, motivo principal da festa, foi realmente um evento. Apesar do frio, as pessoas não se intimidaram. Gente animada! O campari foi a bebida eleita. Só trouxe alegria e muitos brindes. Dançamos até Axé!

Enfim, venci o mosquito. Falaram que sou urbana… Mas aprendi a lição. Da próxima vez, anti- alérgico neles.

criado por marquesvale    15:25 — Arquivado em: Sem categoria

Quando é hora de arrumar a mala

 

Não importa a duração da viagem. A sensação sempre é a mesma. Será que coloquei tudo o que preciso? Fará frio ou calor? Levo o básico? E se surgir um convite para ir a uma daquelas festas imperdíveis?

Fico perdida nesses questionamentos mas o que pesa no final é o tamanho da bagagem. Quando o transporte é terrestre, então… o peso é uma questão importante para ser analisado.

Diante desse cenário, acabo optando por levar somente o necessário que para mim é sempre menos do que preciso.

Lembro de quando fui para Inglaterra, fazer um curso de inglês. O plano era ficar um mês na cidade de Bournemouth e depois viajar de trem pelo velho continente.

Preparar a mala foi um verdadeiro tormento. Afinal os climas variavam de país para país. Inglaterra com chuva, nuvens pesadas, vento frio, já em Paris muito calor e que calor!

A mala foi cheia: casacos, meias, luvas, gorros e pijamas de flanela. Quanta coisa para colocar naquele espaço que não correspondia ao tamanho da minha ansiedade.

Empurra de um lado, aperta de outro, fechei a mala e segui o meu caminho. No princípio tudo maravilhoso. No aeroporto de Heathrow em Londres, logo que cheguei, localizei o motorista que me levaria à Bournemouth. Não precisei fazer força, o tempo era de curtir aquela viagem e admirar as novidades que surgiam a cada instante.

Aquela quantidade de roupas de frio foi apropriada, não precisava perder tempo nas filas nas lojas de laundry service…

Só que o tempo na Inglaterra acabou e era época de seguir em frente. Paris era a próxima parada.

Paris 40 graus, albergue, várias pessoas dividindo o mesmo quarto. Ao mesmo tempo em que olhava para aquela bagagem, pensava em todo o percurso que teria pela frente.

Surge então a solução, simples, sem censura: abandonar todas aquelas roupas de frio, sapatos, botas e levar apenas o necessário. A partir daquele momento, tudo ficou mais fácil.

Às vezes precisamos nos desapegar. Descartar aquilo que pesa e que nos incomoda, para seguir mais leve o nosso caminho.

A sensação é de liberdade. É como se tivéssemos asas para voar alto e sem compromisso.

criado por marquesvale    13:52 — Arquivado em: Sem categoria

5/9/06

Pequenas viagens

Um final de semana em Teresópolis, um feriado em Nogueira ou em Arraial. O motivo maior: reunir os amigos.

No Rio, era fácil mudar de ares. Em menos de duas horas, estávamos na serra ou na praia.

Sem luxo e com muita disposição, íamos de ônibus ou de carro em busca de novas paisagens.

Todos equipados com o seu lençol, toalha e algo para comer. As tarefas eram divididas. Um cozinhava, outro lavava, e tudo se transformava numa grande farra.

Quando cheguei a Brasília, escutei alguns comentários sobre a dificuldade de realizar pequenas viagens. “Brasília é longe de tudo”, “Brasília é central, não tem o que fazer…”.

Aos poucos comecei a descobrir lugares especiais próximos à capital. Pirenópolis, Goiás Velho, São Jorge, Goiânia, cidades que encantam não apenas pelas belas paisagens que oferecem, mas também pela hospitalidade de sua gente.

No próximo final de semana, lá vamos nós para Pires do Rio, interior de Goiás.

Com certeza mais um lugar para incluirmos no diário de viagem.

criado por marquesvale    19:23 — Arquivado em: Sem categoria

28/8/06

Meninos queridos

Lá foram os dois meninos. Meninos com mais de 30. Meninos que resolveram seguir o desejo de viajar pelo velho continente e descobrir que existe algo maior do que a insegurança tão divulgada nos tempos atuais. Meninos corajosos que preferem o desejo de viver momentos únicos e inesquecíveis.

Por onde andaram? Acredito que em algum café parisiense. Quem sabe saborearam a tradicional baguette e beberam em pequenos goles aquele saboroso capuccino, ao mesmo tempo que observavam o movimento nas calçadas e tentavam descobrir o ritmo parisiense.

Paris cidade luz onde o charme e a beleza estão em todos os lugares. Onde se respira e vê história.

Difícil definir Paris. São muitas as suas peculiaridades. Desde o não compromisso de uma tarde tomando sol e apreciando a natureza no Jardim de Luxembourg ao burburinho dos carros nervosos que surgem de todos os lados do Champs Elysées …

E os meninos voltaram. Pergunto a um deles o que mais gostou. Ele responde como um amante da arte: - do Louvre.

É…isso é Paris!

criado por marquesvale    14:21 — Arquivado em: Sem categoria

21/7/06

A natureza vive

Esta semana recebi um telefonema do Rio que nos trouxe algumas notícias tristes. A primeira delas informava que um amigo da família, que considero tio por afinidade, havia nos deixado. A outra era sobre a venda da casa do Vale São Fernando.

Logo que recebi a notícia veio a lembrança dos finais de semana no Vale São Fernando, em Teresópolis e dos personagens que sem ter um motivo especial faziam daqueles dias uma animada festa.

Saíamos da casa de minha amiga em Copacabana rumo a Teresópolis sempre as sextas. Os seus avós tinham uma bela casa localizada no Vale. Era um verdadeiro clube, com uma área de lazer maravilhosa, piscina, sauna, sinuca… Tantas opções à nossa disposição que a gente, muitas vezes, nem dava o devido valor.

O Vale São Fernando era realmente uma prova de que a natureza vive. Lindas paisagens formadas por montanhas e muito verde.

O frio não nos amedrontava. Costumávamos andar pelas suas ruas não asfaltadas por vontade dos próprios moradores. O motivo era que não queriam que o progresso chegasse lá.

Éramos jovens à descobrir o mundo… Nessas andanças, conversávamos uma variedade de assuntos que para nós eram os que mais importavam. Como era bom ficar olhando para o céu, competindo para ver quem contava mais estrelas…

Os adultos faziam aquela bagunça, um deles era o meu tio, amigo querido, que partiu essa semana. Nós, também, participávamos das brincadeiras. Boas risadas rompiam o silêncio daquele lugar onde apenas o cricrilar dos grilos atrapalhava o nosso sono.

criado por marquesvale    20:31 — Arquivado em: Sem categoria
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